25.6.07

Profundas e sentidas saudades

Aquela ótima sensação de poder deitar-se e não se preocupar com o dia seguinte.
Olhando para cima, tentando amenizar mentalmente o fato do chão ser de pedra e asfalto. Mexendo os dedos do pé, amargurando os sapatos no lugar da areia da praia.
Torcendo para o vento chegar um pouquinho mais para cá, e fazer com que as palmeiras se finjam coqueiros. E aquele som de palhas se batendo suavemente se torna incomodamente saudoso.
Balançando as pernas, com um esforço sofrível de tentar tornar um colchão numa rede. E lembrar daquele vai-e-vem refrescante e revigorante, tão alheio ao tic-tac do relógio.
Crendo que, em breve, poderei mais uma vez sentir todo o calor que emana da minha terra natal, e das amáveis pessoas em que nela vivem. Pessoas essas que fazem todas essas sensações se tornarem inesquecíveis.

Saudade não se mata, se alimenta.

Marcadores:

1 Desaforos e Desabafos:

Anonymous Rosana disse:

Uma leve brisa já se aproxima. O leve balanço da rede já se dá a entender, e um intenso calor começa a queimar na pele, no rosto, no coração. Calor não do sol, mas do que emana daquelas mesmas pessoas amáveis que lá estão. Sempre a sua espera.

Re-volte. E depois retorne a voltar.
Re-voe. E depois retorne a voar.
Re-viva. E depois retorne a viver.

Lá eles estão. Cá nós também estamos.

Cuide-se menino!!!

22:18  

Postar um comentário

<< Home