Profundas e sentidas saudades
Aquela ótima sensação de poder deitar-se e não se preocupar com o dia seguinte.
Olhando para cima, tentando amenizar mentalmente o fato do chão ser de pedra e asfalto. Mexendo os dedos do pé, amargurando os sapatos no lugar da areia da praia.
Torcendo para o vento chegar um pouquinho mais para cá, e fazer com que as palmeiras se finjam coqueiros. E aquele som de palhas se batendo suavemente se torna incomodamente saudoso.
Balançando as pernas, com um esforço sofrível de tentar tornar um colchão numa rede. E lembrar daquele vai-e-vem refrescante e revigorante, tão alheio ao tic-tac do relógio.
Crendo que, em breve, poderei mais uma vez sentir todo o calor que emana da minha terra natal, e das amáveis pessoas em que nela vivem. Pessoas essas que fazem todas essas sensações se tornarem inesquecíveis.
Saudade não se mata, se alimenta.
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1 Desaforos e Desabafos:
Uma leve brisa já se aproxima. O leve balanço da rede já se dá a entender, e um intenso calor começa a queimar na pele, no rosto, no coração. Calor não do sol, mas do que emana daquelas mesmas pessoas amáveis que lá estão. Sempre a sua espera.
Re-volte. E depois retorne a voltar.
Re-voe. E depois retorne a voar.
Re-viva. E depois retorne a viver.
Lá eles estão. Cá nós também estamos.
Cuide-se menino!!!
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